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10 de mar de 2011

Historia de Joinville


Cerca de 5 mil anos: havia no local comunidades de coletores conhecidos como homens do sambaqui, pois deixaram no local vestígios de artefatos e conchas. Além desses habitantes, a região também abrigava índios.

Século XVIII: famílias portuguesas vieram para a região com seus escravos provavelmente vindas de São Paulo, na época capitania de São Vicente, e de São Francisco do Sul. Elas ocuparam lotes de terra e passaram a cultivar cana-de-açúcar, arroz, mandioca, milho, entre outros produtos.

História casa enxaimel Joinville I
Foto: Casa Antiga Enxaimel - Joinville - SC

1849: surgimento da colônia Dona Francisca graças a um contrato assinado entre a Sociedade Colonizadora de Hamburgo e o príncipe e a princesa de Joinville, casal que ganhou como dote de casamento as terras que hoje formam Joinville.

9 de março de 1851: fundação da cidade pela primeira leva de imigrantes que chegou à cidade. Por causa da crise econômica, política e social, milhares de pessoas resolveram deixar a Europa e tentar a sorte longe de seu continente de origem. Um dos destinos era a colônia Dona Francisca. Cerca de 17 mil pessoas vieram para a região de 1850 a 1888 pela Barca Colon, sendo a grande maioria protestantes e agricultores, que acreditavam estarem vindo para o paraíso na terra. Os influentes da colônia na época queriam tirar vantagem dos imigrantes e estabelecer na região uma colônia alemã ligada aos interesses dos alemães. Porém o governo brasileiro incentivava a substituição de escravos por colonos livres e a miscigenação da população brasileira.
Monumento aos Colonizadores Joinville
Foto: Monumento aos Colonizadores - Joinville - SC

1866: a colônia Dona Francisca é elevada a vila e, por isso, desmembrou-se politicamente de São Francisco do Sul.

1880: surgimento das primeiras indústrias têxteis e metalúrgicas na cidade. O mate passa a ser o principal produto de exportação. Com a ascensão dos luso-brasileiros na região por conta do comércio vindo do Paraná e da formação das primeiras fortunas locais, a elite germânica criou uma tensão na luta pelo poder político local. Na época a cidade também contava com associações culturais de ginástica, de tiro, de canto e de teatro, além de escolas, igrejas, hospitais, lojas maçônicas, corpo de bombeiros, entre outros.

1887: Joinville é elevada à categoria de cidade, e a indústria e o comércio começam a ganhar destaque, com quatro engenhos de erva-mate, 200 moinhos e 11 olarias. Produtos como madeira, couro, sapatos, louça, móveis, cigarros e mate são exportados; e ferro, instrumentos musicais, artigos de porcelana e de pedra, sal, medicamentos, máquinas e instrumentos agrícolas, cerveja, vinho, trigo, sardinha e carne seca são importados.

Século XX: grandes evoluções acontecem em Joinville, como a inauguração da estrada de ferro São Paulo–Rio Grande do Sul, que passava por Joinville rumo a São Francisco do Sul; o surgimento da energia elétrica, do automóvel, do telefone e do transporte coletivo. O professor paulista Orestes Guimarães organizou uma reforma no sistema de ensino da cidade.
História de Joinville Cassa Enxaimel III
Foto: Casa Fleith - Joinville - SC

1926: Joinville conta com 46 mil habitantes. O fortalecimento do setor metal-mecânico deu-se principalmente pelo capital acumulado por décadas pelos imigrantes alemães e por seus descendentes.

1938: com a Campanha de Nacionalização do então presidente Getúlio Vargas, a língua alemã, principal idioma da época na região, foi proibida, assim como as associações alemães. Além disso, os germânicos e seus descendentes foram perseguidos e presos. Esses atos intensificaram-se com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Entre 1950 e 1980: com o fim da Segunda Guerra Mundial, o Brasil deixou de importar produtos da Europa. Com isso, em pouco tempo Joinville se transformou em um dos principais pólos industriais do país, passando a ser conhecida como Manchester Catarinense, por causa da cidade inglesa homônima.
1980 até os dias atuais: com o crescimento da cidade, Joinville passou a ter problemas sociais típicos de cidade grande, como o desemprego, a miséria, a criminalidade e a falta de infra-estrutura adequada. A população também se modificou com a chegada de migrantes de vários locais do país e hoje tem cerca de 500 mil habitantes.
História de Joinville IV
Foto: Casa Típica Européia - Joinville - SC
Fotos: Lysandro Lima.
Redação: Marília G. Boldorini.
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Habitualmente, remonta-se o surgimento da colônia Dona Francisca, atual cidade de Joinville ao contrato assinado em1849 entre a Sociedade Colonizadora de Hamburgo e o príncipe e a princesa de Joinville (ele, filho do rei da França e ela, irmã do imperador D. Pedro II), mediante o qual estes cediam 8 léguas quadradas à dita Sociedade, para que fossem colonizadas. Assim, oficialmente a história de Joinville começa com a chegada da primeira leva de imigrantes europeus e a "fundação" da cidade em 9 de março de 1851.
Sabe-se, no entanto, que há cerca de cinco mil anos, comunidades de caçadores e coletores já ocupavam a região, deixando vestígios (sambaquis, artefatos). Índios ainda habitavam as cercanias quando aqui chegaram os primeiros imigrantes. Por fim, no século XVIII, estabeleceram-se na região famílias de origem lusa, com seus escravos negros, vindos provavelmente da capitania de São Vicente (hoje Estado de São Paulo) e da vizinha cidade de São Francisco do Sul. Adquiriram grandes lotes de terra (sesmarias) nas regiões do Cubatão, Bucarein, Boa Vista, Itaum e aí passaram a cultivar mandioca, cana-de-açúcar, arroz, milho entre outros.
Os primeiros imigrantes
Por volta da década de 1840, uma grave crise econômica, social e política assolou a Europa. Fugindo da miséria, do desemprego, de perseguições políticas, milhares de pessoas resolveram emigrar. Um dos destinos era a colônia Dona Francisca, para onde vieram cerca de 17.000 pessoas entre 1850 e 1888.
A maioria protestantes, agricultores sem recursos, estimados pela propaganda, que apresentava o lugar como se fosse um verdadeiro paraíso terrestre.
A intenção da Sociedade Colonizadora, formada por banqueiros, empresários e comerciantes era, entretanto, auferir grandes lucros com a "exportação" dessa "carga humana" e estabelecer uma colônia uma colônia "alemã", vinculada aos interesses comerciais alemães. O governo imperial brasileiro por sua vez incentivava a imigração visando substituir a mão-de-obra escrava por colonos "livres", ocupar os vazios demográficos e também "branquear" a população brasileira.
A evolução econômica
A indústria e o comércio, porém, começavam a se destacar: havia quatro engenhos de erva-mate, 200 moinhos, onze olarias. Exportava-se madeira, couro, louça, sapatos, móveis, cigarros e mate; importava-se ferro, artigos de porcelana e pedra, instrumentos musicais, máquinas e instrumentos agrícolas, sal, medicamentos, trigo, vinho, cerveja, carne seca e sardinha. Ainda nesse ano, Joinville é elevada à categoria de cidade (em 1866 fora elevada à vila, desmembrando-se politicamente de São Francisco do Sul).
Na década de 1880, surgem as primeiras indústrias têxteis e metalúrgicas. O mate transforma-se no principal produto de exportação da colônia Dona Francisca; o seu comércio, iniciado por industriais vindos do Paraná, deu origem às primeiras fortunas locais e consolidou o poder de uma elite luso-brasileira. Isso gerou uma tensão com a elite germânica, hegemônica até então, na luta pelo poder político local. Nesse período, Joinville já contava com inúmeras associações culturais (ginástica, tiro, canto, teatro), escola, igrejas, hospital, loja maçônica, corpo de bombeiros entre outros.
No início do século XX, uma série de fatos acelerou o desenvolvimento da cidade: é inaugurada a Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande, que passava por Joinville, rumo a São Francisco do Sul; surgem a energia elétrica, o primeiro automóvel, o primeiro telefone e o sistema de transporte coletivo. Na área educacional, o professor paulista Orestes Guimarães promove a reforma no ensino em Joinville. Em 1926, a cidade tinha 46 mil habitantes. Na economia percebeu-se o fortalecimento do setor metal-mecânico; entra aqui o capital acumulado durante décadas pelos imigrantes germânicos e seus descendentes.A partir de 1938, a cidade passou a sofrer os efeitos "Campanha de Nacionalização" promovida pelo governo Vargas: a língua alemã foi proibida, as associações alemãs foram extintas, alemães e descendentes forma perseguidos e presos. Essas ações intensificaram-se ainda mais com a entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, acirrando os ânimos entre a população luso-brasileira e os alemães e seus descendentes, causando profundas seqüelas na sociedade local.
Manchester Catarinense
Entre as décadas de 50 e 80, Joinville viveu outro surto de crescimento: com o fim do conflito mundial, o Brasil deixou de receber os produtos industrializados da Europa. Isso fez com a cidade se transformasse em pouco tempo em um dos principais pólos industriais do país, recebendo por isso a denominação de "Manchester Catarinense" (referência à cidade inglesa de mesmo nome). O crescimento desordenado trouxe também problemas sociais que persistem até os dias atuais, como desemprego, miséria, criminalidade, falta de segurança pública e infra-estrutura deficitária.
O perfil da população modificou-se radicalmente com a chegada de migrantes vindos de várias partes do país, em busca de melhores condições de vida. Aos descendentes dos imigrantes que colonizaram a região q que hoje são minoria, somam-se hoje pessoas das mais diferentes origens étnicas, formando uma população de cerca de 500.000 habitantes. Joinville é uma cidade que pretende preservar sua história e inserir-se na "modernidade".
Dilnei Firmino da Cunha
Professor e Historiador
Fonte: http://www.achetudoeregiao.com.br/SC/joinville/historia.htm
De 04/03/2011 Até 20/03/2011 - Joinville 160 anos
Joinville completa 160 anos no dia 9 de março e neste ano a programação comemorativa inclui também os festejos de carnaval. Na organização, estão envolvidas a Secretaria de Comunicação (Secom), a Fundação Municipal de Esportes, Lazer e Eventos (Felej), e a Fundação Cultural de Joinville (FCJ). Abaixo confira a programação oficial das comemorações.

4 de Março (sexta-feira) Carnaval 2011 - Joinville 160 anos na Praça Dario Salles - Centro
Show com a Banda Explosão Fusão às 19h00.
Escolha da Rainha e Rei Momo do Carnaval de Joinville às 21h00.
Show nacional com o grupo Negritude Júnior às 23h00

5 de Março (sábado)
Das 8h00 às 12h00 Joinville em Movimento na zona Leste, na Praça David da Graça localizada na rua Alferes Schimdt - Comasa.
Carnaval 2011 - Joinville 160 anos - às 15h00 Carnaval Infantil 2011 na Praça Nereu Ramos. Às 19h00
desfile de Blocos e Escola de Samba na rua Rio Branco - Centro. A meia-noite na Praça Dario Salles - Centro show com Karina K e Banda, Bera Samba.

6 de Março (domingo)
Joinville em Movimento das 8h00 às 13h00 na rua Hermann August Lepper (Beira Rio) - Centro.
Apresentação às 10h30 da Camerata Dona Francisca com a participação do solista Douglas Hahn na Casa da Memória na rua XV de Novembro, 978 - Centro e uma homenagem aos ex-prefeitos e aos Imigrantes de Joinville.

7 de Março (segunda-feira)
Joinville em Movimento na zona Sul na Praça Rua Baobás - Parque Guarani das 8h00 às 12h00.

8 de Março (terça-feira)
Joinville em Movimento - Integrando Gerações no Lar Bethesda e Praça Rio Bonito em Pirabeiraba das 8h00 às 12h00.

9 de Março (quarta-feira)
Joinville em Movimento das 8h00 às 12h00 na zona Norte, Maratoninha Infantil 160 anos na Praça Jardim Resplendor. A praça fica na rua Vice Prefeito Luiz Carlos Garcia no Costa e Silva.
Exposição do Aniversário de Joinville 160 anos às 16h00 no Expocentro Edmundo Doubrawa, anexo ao Centreventos Cau hansen.
Desfile comemorativo do Aniversário dos 160 anos de Joinville às 19h00 na Avenida José Vieira (Beira Rio) em frente ao Centreventos.

12 de março (sábado)
Competição de Judô das 8h00 às 13h00 na Federação Catarinense A.A. Tupy na rua Albano Schmidt, 3605 - Boa Vista.
Sábado na Estação das 9h00 às 17h00 com o Mercado de Pulgas, Produtos Coloniais, Feira de Arte e Artesanato e Apresentações Culturais na Estação da Memória, na rua Leite Ribeiro, S/N no Anita Garibaldi.
Apresentação da Esquadrilha da Fumaça da Força Aérea Brasileira às 16h00 no Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola - Aeroclube de Joinville.

13 de março (domingo)
Passeio Ciclístico na A.A. Tupy das 8h00 às 10h00 na rua Albano Schmidt, 3605 - Boa Vista.
44° Circuito Boa Vista de Ciclismo das 10h00 às 12h00 na rua Albano Schmidt, 3605 - Boa Vista.

17 de março (quinta)
Aniversário da Escola do Teatro Bolshoi com Espetáculo Gala de Aniversário no às 20 horas no Teatro Juarez Machado. A venda dos ingressos será na recepção da Instituição no valor de R$ 10,00. Estudantes e idosos pagam metade.

20 de março (domingo)
Passeio ciclístico dos 160 anos de Joinville às 8h00. A largada será na Estação da Memória.

Para mais informações entre em contato com a Secretaria de Comunicação, Unidade de Eventos pelos telefones (47) 3431.3466 ou (47) 3431.3245.

Fonte: http://www.turjoinville.com.br/agenda.php?pagina=&cod=112&ano=2011
Hino de Joinville
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=HySlGzHjDUM

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