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14 de abr de 2011

Artigo feito pela: Profª Marilene - Português

Meu artigo publicado no Jornal Notícias do Dia – Joinville - SC

Educação: inclusão ou exclusão?


Fico indignada com realidades absurdas que presencio frequentemente na educação brasileira. São tantos tópicos, que se eu fosse enumerar faltaria espaço em uma página; então vou direcionar meus argumentos em dois sentidos: a superlotação das salas de aula e a chamada “inclusão” de alunos portadores de necessidades especiais.

Quanto ao excesso de alunos em sala, percebo que brevemente teremos que deixar a porta da sala aberta e colocar alunos sentados do lado de fora. E até o professor terá que se desfazer de sua mesa, sentar numa cadeira, apoiar o caderno na própria perna para escrever; pois não há mais espaço interno pra “depositar” alunos. Eles ficam quase “colados” uns nos outros, gerando indisciplina e problemas constantes para o professor resolver. Será que os nossos representantes municipais, estaduais e federais estão preocupados com a qualidade da Educação? Ou será que estão mais interessados em usar verbas, que seriam destinadas à construção de mais salas de aula e mais melhorias para nossas escolas, para investirem em algo desnecessário?

Outro fator inquietante da minha parte, e creio que não sou a única a pensar assim, é a tal de inclusão. Mas será que esses alunos estão sendo incluídos de verdade? Eu vejo por outro ângulo, e quero frisar, “não sou contra a inclusão”, mas não concordo com o acúmulo de tarefas atribuídas ao professor. Há escolas que não têm sequer um professor de apoio que seja capacitado para trabalhar com esses casos especiais. Assim, ficamos confusos ao tentar descobrir a mágica para atribuir uma nota a alunos do 6º ao 9º ano que sequer sabem ler e/ou escrever, que ficam fazendo “bolinhas” no caderno como se fossem letras e pelo fato que não conseguem acompanhar os outros, bagunçam em sala. Acho que até se sentem excluídos ao invés de incluídos.

E o direito de escolha profissional do professor? Que já não optou por cursar Educação Especial e agora tem que se sujeitar a fazer cursos de capacitação fora de sua área, como por exemplo, Libras e outros? É mais uma tarefa para nós que Já estamos sobrecarregados de responsabilidades e sem nenhum reconhecimento social e político.

Diante disso, asseguro que nós, professores, não estamos nos recusando a exercer nosso papel de educar sem discriminação, mas temos o direito a ter direito de exigir o básico que não temos para que não venhamos usar uma máscara de educação inclusiva e de qualidade.

Portanto, se vivemos num País democrático em que temos liberdade de expressão, não devemos nos calar até que conquistemos o mínimo do que merecemos. Então finalizo com a seguinte pergunta: “Até quando, Senhores responsáveis pela aprovação das leis contidas na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), vamos continuar sem espaço físico razoável para trabalhar, sem recursos didáticos apropriados a uma inclusão de verdade e a uma educação qualificada em que realmente aconteça o progresso educacional?”

Professora – Marilene Oliveira Coêlho


SESC Joinville promove curso de atualização profissional:

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO EM CONSONÂNCIA COM O JOGO


Muito se tem falado em tornar o ensino significativo para a criança, o fato é nos questionarmos para que esta significação ocorra de forma a oportunizar o aprendizado efetivo e real do nosso aluno.

Público Alvo: Educação Infantil e Séries Iniciais

Ministrantes: Adriana Fatima da Silva Giovanella / Jociane Silva


Quando: 14, 21 e 28 de Maio/2011

Horário: 08h00 às 12h40

Local: SESC Joinville - SESC Escola

Inscrições na Central de Atendimentos SESC

Investimento:

Comerciário: R$ 75,00 / Conveniado e Empresário R$ 135,00 / Usuário: R$ 150,00

* Forma de Pagamento: A vista ou parcelado em 2 vezes no cartão de crédito

>> Incluso Material Didático e certificado (75% de freqüência) registrado pelo MEC (20 horas/aula por encontro)


SESC Joinville – Rua Itaiopolis, 470 América – Informações (47) 3441-3320






16/04 - Dia Nacional da Voz


Você já se imaginou sem voz?


A voz é importante na expressão artística de atores e cantores; como instrumento de trabalho (70% trabalhadores): Vendedores, Recepcionistas, Radialistas, Professores, Operadores de telemarketing, Médicos, etc.

Otorrinolaringologista e o Fonoaudiólogo são os profissionais especializados em cuidar da voz, caso ela apresente algum tipo de alteração, tais como: rouquidão persistente por mais de 2 semanas, perda súbita da voz, sem um quadro gripal associado e outros sintomas provenientes do fumo.

A maioria das doenças da voz tem tratamento com medicamentos, fonoterapia ou cirurgia, quando o o problema é diagnosticado mais cedo, maiores são as chances de preservação da voz, principalmente em casos de câncer.

São inúmeros os mitos e crendices em relação aos cuidados com a voz: tomar conhaque para “aquecer” a voz, dar um grito antes de falar em público libera as tensões, pigarrear ajuda na limpeza das cordas vocais, cochichar é bom pois poupa a voz, chupar pastilhas é bom para a voz.

Os especialistas em cuidar da voz recomendam que não se deve: gritar, cochichar, pigarrear ou tossir à toa, forçar a voz, principalmente quando gripado, fumar, consumir álcool em excesso, praticar exercícios físicos falando, falar em demasia ( em ambiente de fumantes, em ambientes barulhentos ou abertos, em período pré-menstrual e após ingerir grandes quantidades de aspirinas, calmantes ou diuréticos). Assim, para preservar a boa voz deve-se evitar os alimentos derivados do leite e achocolatados antes do uso intenso da voz, os alimentos que causem azia e má-digestão e os ambientes com muita poeira, mofo e cheiros fortes.

Cuidados que ajudam a preservar a voz: articular bem as palavras, falar pausadamente, descansar a voz (fazer momentos de repouso vocal), ingerir muito líquido em temperatura ambiente (1 a 2 litros/dia), cuidar da saúde geral (sono, alimentação, atividades anti-stress).

Dicas do Comitê de Voz da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia para Pais e Professores

Fonte: Sóleis


18 DE ABRIL
DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL

MONTEIRO LOBATO


O Dia Nacional do Livro Infantil foi escolhido pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, em homenagem ao escritor brasileiro José Bento Monteiro Lobato. Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 e foi o criador da literatura infantil no Brasil. Autor de inesquecíveis histórias infantis, entre elas O Sítio do Pica-pau Amarelo, cujos personagens Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Pedrinho, Narizinho e Emília, marcaram a história da literatura infantil.

O livro faz toda a diferença na formação de uma criança. Embora estejamos na era da informática, as histórias infantis fazem a criançada viajar num mundo de fantásticas aventuras e encantam todas as idades.

Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br





"Um país se faz com homens e livros"

(Monteiro Lobato)


José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté, no Vale do Paraíba. Estreou no mundo das Letras com pequenos contos para os jornais estudantis dos colégios Kennedy e Paulista.

No curso de Direito da Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo, dividiu-se entre suas principais paixões: escrever e desenhar. Colaborou em publicações dos alunos, vencendo um concurso literário, promovido em 1904 pelo Centro Acadêmico XI de Agosto.

Morou na república do Minarete, liderou o grupo de colegas que formou o "Cenáculo" e mandou artigos para um jornalzinho de Pindamonhangaba, cujo título era o mesmo daquela república de estudantes.

Nessa fase de sua formação, Lobato realizou as leituras básicas e entrou em contato com a obra do filósofo alemão Nietzsche, cujo pensamento o guiaria vida afora.

Viveu um tempo como fazendeiro e foi editor de sucesso. Mas foi como escritor infantil que Lobato despertou para o mundo em 1917.

Escreveu, nesse período, sua primeira história infantil, "A menina do Narizinho Arrebitado". Com capa e desenhos de Voltolino, famoso ilustrador da época, o livrinho, lançado no natal de 1920, fez o maior sucesso. Dali nasceram outros episódios, tendo sempre como personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Anastácia e, é claro, Emília, a boneca mais esperta do planeta.

Insatisfeito com as traduções de livros europeus para crianças, ele criou aventuras com figuras bem brasileiras, recuperando costumes da roça e lendas do folclore nacional. E fez mais: misturou todos eles com elementos da literatura universal da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema.

No Sítio do Picapau Amarelo, Peter Pan brinca com o Gato Félix, enquanto o Saci ensina truques a Chapeuzinho Vermelho no país das maravilhas de Alice. Mas Monteiro Lobato também fez questão de transmitir conhecimentos e ideias em livros que falam de história, geografia e matemática, tornando-se pioneiro na literatura paradidática - aquela em que se aprende brincando.

Trabalhando a todo vapor, Lobato teve que enfrentar uma série de obstáculos. Primeiro, foi a Revolução dos Tenentes que, em julho de 1924, paralisou as atividades da sua empresa durante dois meses, causando grande prejuízo. Seguiu-se uma inesperada seca, obrigando a um corte no fornecimento de energia. O maquinário gráfico só podia funcionar dois dias por semana.

E, numa brusca mudança na política econômica, Arthur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil. A conseqüência foi um enorme rombo financeiro e muitas dívidas. Só restou uma alternativa a Lobato: pedir a autofalência, apresentada em julho de 1925. O que não significou o fim de seu ambicioso projeto editorial, pois ele já se preparava para criar outra empresa.

Assim surgiu a Companhia Editora Nacional. Sua produção incluía livros de todos os gêneros, entre eles traduções de Hans Staden e Jean de Léry, viajantes europeus que andaram pelo Brasil no século XVI. Lobato recobrou o antigo prestígio, reimprimindo na empresa sua marca inconfundível: livros bem impressos, com projetos gráficos apurados e enorme sucesso de público.

Sofreu perseguições políticas na época da ditadura, porém conseguiu exílio político em Buenos Aires. Lobato estava em liberdade, mas enfrentava uma das fases mais difíceis da sua vida. Perdeu Edgar, o filho mais velho, e presenciou o processo de liquidação das companhias que fundou e, o que foi pior, sofreu com a censura e atmosfera asfixiante da ditadura de Getúlio Vargas.

Partiu para a Argentina, após se associar à Brasiliense e editar suas "Obras Completas", com mais de dez mil páginas, em trinta volumes das séries adulta e infantil. Regressou de Buenos Aires em maio de 1947 para encontrar o país às voltas com situações conflituosas do governo Dutra. Indignado, escreveu "Zé Brasil".

No livro, o velho "Jeca Tatu", preguiçoso incorrigível, que Lobato depois descobriu vítima da miséria, vira um trabalhador rural sem terra. Se antes o caipira lobatiano lutava contra doenças endêmicas, agora tinha no latifúndio e na distribuição injusta da propriedade rural seu pior inimigo. Os personagens prosseguiam na luta. Porém, seu criador já estava cansado de tantas batalhas. Monteiro Lobato sofreu dois espasmos cerebrais e, no dia 4 de julho de 1948, virou "gás inteligente" - o modo como costumava definir a morte.
Monteiro Lobato foi-se aos 66 anos de idade,
deixando uma imensa obra para crianças, jovens e adultos e o exemplo de quem passou a existência sob a marca do inconformismo.

Pesquisa no site www.lobato.com.br

SOBRE OS LIVROS

"Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O. Ele representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado.

É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e são capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantém automaticamente em sua seqüência correta.

Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade! Especialistas se dividem quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, fato que atrai críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima pagina. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, basta abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reiniciado, embora se torne inútil caso caia no mar, por exemplo.

O comando "broxe" permite acessar qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda vem com o equipamento "índice" instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.

Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você acesse o L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na
última utilização, mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total e permite que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. ,
sem necessidade de configuração. Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O., através de anotações em suas margens. Para tanto, deve-se utilizar de um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S..

Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. é apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema disponibilizaram vários títulos e upgrades para a utilização na plataforma L.I.V.R.O."

Autor: Millôr Fernandes



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