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13 de mar de 2012

Dia 20 de Março - Inicio do Outono 


Estação do ano que sucede ao verão e antecede o inverno.
No Hemisfério Sul, principia quando o Sol alcança o equinócio de março (dia 21) e termina quando ele atinge o solstício de junho (dia 20).
O outono é a terceira estação do ano e vem em seguida ao verão. Como vivemos num país de clima tropical, as estações não são bem-definidas. Naturalmente, apresentam alguma diferença entre si, mas não tão acentuadamente como nos países de clima temperado.
É o tempo da colheita de muitos produtos agrícolas. Há arvores que perdem suas folhas no outono, principalmente nas regiões frias.
E sem folhas, elas atravessam o inverno, voltando a brotar semente na primavera.

       Mas por que as árvores perdem suas folhas?

A energia de que a planta necessita para se manter viva vem da luz solar. Com os dias mais curtos do outono e a conseqüente redução da luz disponível, as árvores precisam economizar energia e o fazem retirando nutrientes das folhas e concentrando no caule.
Sem nutrientes, as folhas ressecam e caem. Mas a árvore permanece viva porque, apesar da menor intensidade de luz, ela consegue produzir energia suficiente para sustentar seu corpo sem as folhas.
Portanto, é durante o outono, quando elimina todas ou parte de suas folhas, que as árvores se preparam para atravessar o inverno.
Quando a primavera chegar e a temperatura voltar a subir, a energia armazenada no caule será usada para gerar novas folhas, flores e frutos.
E não é à toa que as folhas caem e mudam de cor (porque asplantas produzem menos clorofila) no Outono. É uma estratégia natural para elas se protegerem do frio.

O Outono é a estação do ano que marca o fim do verão e antecede o inverno. Vale lembrar que as estações do ano são diferentes nos hemisférios Norte e Sul.
No hemisfério Norte, o Outono começa entre 22 e 23 de setembro. No hemisfério Sul e tem início em 20 ou 21 de março.

 

21 de Março 

 

Dia Internacional da Eliminação da Discriminação Racial

 

A Organização das Nações Unidas - ONU - instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.
O dia 21 de março marca ainda outras conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos.

O que é discriminação racial?

 

A Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas de Discriminação Racial da ONU, ratificada pelo Brasil, diz que:
"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública" Art. 1.

 

Exemplos de luta que ficaram na História

 

Trazemos para você um pouco da história de três "feras" que dedicaram suas vidas à luta pelos direitos civis e pelo fim da discriminação racial.

Martin Luther King Jr.

Martin Luther King Jr.
Martin Luther King Jr. 

Foi um grande líder negro americano que lutou pelos direitos civis dos cidadãos, principalmente contra a discriminação racial. Martin Luther King era pastor e sonhava com um mundo onde houvesse liberdade e justiça para todos. Ele foi assassinado em 4 de abril de 1968. Sua figura ficou marcada na História da Humanidade como símbolo da luta contra o racismo.

Malcolm X

Malcolm X
Malcolm X 

"Não lutamos por integração ou por separação. Lutamos para sermos reconhecidos como seres humanos. Lutamos por direitos humanos."
Malcolm X, ou El-Hajj Malik El-Shabazz, foi outra personalidade que se sobressaiu na luta contra a discriminação racial. 

Nelson Mandela

Nelson Mandela
Nelson Mandela 

"A luta é minha vida". A frase de Nelson Mandela, nascido em 1918, na África do Sul, resume sua existência. Desde jovem, influenciado pelos exemplos de seu pai e outras pessoas marcantes na sua infância e juventude, Mandela dedicou sua vida à luta contra a discriminação racial e as injustiças contra a população negra. 

Ontem e hoje, o negro no Brasil

 

O Brasil foi a última nação da América a abolir a escravidão. Entre 1550 e 1850, data oficial do fim do tráfico de negros, cerca de 3.600.000 africanos chegaram ao Brasil. A força de trabalho desses homens produziu a riqueza do País durante 300 anos.
Apesar de a maior parte dos escravos não saber ler nem escrever, isso não significava que não tivessem cultura. Eles trouxeram para o Brasil seus hábitos, suas crenças, suas formas de expressão religiosa e artística, além de terem conhecimentos próprios sobre técnicas de plantio e de produção. Entretanto, a violência e a rigidez do regime de escravidão não permitiam que os negros tivessem acesso à educação.
Oprimido e explorado, o negro encontrava nas suas raízes africanas a força para resistir à dominação dos senhores nas suas fazendas. E muitos aspectos de sua cultura permaneceram vivos, como, por exemplo, a religião. O candomblé, ritual religioso com danças, oferendas e cultos para Orixás, atravessou a história e aparece como uma prova de preservação das raízes do povo africano no Brasil.
Foi somente em 13 de maio de 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos. Mas para muitos essa liberdade não poderia mais ser aproveitada como deveria. Após anos de dominação, os negros foram lançados numa sociedade preconceituosa, de forma desarticulada, sem dinheiro, sem casa, sem comida, sem nenhuma condição de se estabelecer.
Hoje, no Brasil, ainda é possível ver os reflexos dessa história de desigualdade e exploração. Alguns indicadores referentes a população, família, educação, trabalho e rendimento e que são importantes para retratar de forma resumida a situação social de brancos, pretos e pardos, revelam desigualdades em todas as dimensões e áreas geográficas do País. Apontam, também, para uma situação marcada pela pobreza, sobretudo para a população de pretos e pardos.
Segundo dados da publicação Síntese de Indicadores Sociais - 2000 - que reúne dados de pesquisas do IBGE, em 1999, a população brasileira era composta por 54% de pessoas que se declararam brancas, 5,4% de pretas, 39,9% de pardas e 0,6% de amarelas e indígenas.
Em termos regionais, a população branca está mais concentrada no Sul (83,6%), a preta no Sudeste (6,7%), a parda no Norte (68,3%) e a população amarela e indígena também no Norte (1%).
As diferenças referentes à educação diminuíram nas duas últimas décadas, mas ainda são significativas. Em 1999, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais era de 8,3% para brancos e de 21% para pretos e a média de anos de estudo das pessoas com 10 anos de idade ou mais é de quase 6 anos para os brancos e cerca de 3 anos e meio para pretos.
Apesar dos avanços nas últimas décadas na área da educação, com declínio do analfabetismo e aumento da escolarização e da escolaridade média, há muito que se fazer para alcançar níveis de qualidade, eficiência e rendimento do ensino compatíveis com as necessidades atuais e futuras de empregabilidade e de exercício da cidadania para a população jovem.
As diferenças são expressivas também no trabalho, onde 6% de brancos com 10 anos de idade ou mais aparecem nas estatísticas da categoria de trabalhador doméstico, enquanto os pardos chegam a 8,4% e os pretos a 14,6%. Por outro lado, na categoria empregadores encontram-se 5,7% dos brancos, 2,1% dos pardos e apenas 1,1% dos pretos.
A distribuição das famílias por classes de rendimento médio mensal familiar per capita indica que, em 1999, 20% das famílias cujo chefe é de cor ou raça branca tinham rendimento de até 1 salário mínimo contra 28,6% das famílias pretas e 27,7% das pardas.
Ainda em 1999, a população branca que trabalhava tinha rendimento médio de cinco salários mínimos. Pretos e pardos alcançavam menos que a metade disso: dois salários. Essas informações confirmam a existência e a manutenção de uma significativa desigualdade de renda entre brancos, pretos e pardos na sociedade brasileira.

Valorização do negro no Brasil

 

Vale a pena você conhecer a atuação do Grupo de Trabalho para a Valorização da População Negra, ligado à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça.
Este grupo é resultado de um longo período de amadurecimento de setores dos movimentos sociais negros que consideram importante e urgente lutar pela construção de uma verdadeira cidadania do negro brasileiro.
Composto por representantes de ministérios e secretarias e representantes da sociedade civil, o grupo é organizado em áreas temáticas como: informação, trabalho e emprego; comunicação; educação; relações internacionais; terra; políticas de ação afirmativa; mulher negra; racismo e violência; saúde; religião; cultura negra; esportes; legislação; estudos e pesquisas e assuntos estratégicos.


Fonte: Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/marco/dia-internacional-da-discriminacao.php


14 de março é Dia dos Animais!


O Dia Mundial dos Animais é comemorado em 04 de outubro, nascimento de São Francisco de Assis. Mas aqui no Brasil o dia 14 de março também é uma data comemorativa dedicada aos bichos que habitam nosso Planeta.
Boa parte dos defensores dos animais adotada também uma dieta vegetariana ou vegana e assume a luta pela redução do consumo de carne no Planeta. A preservação do meio-ambiente e do habitat natural em que vivem também é uma das causas que mais possuem adeptos, assim como a defesa da vida dos bichinhos.


Para fazer sua parte, muitas vezes basta não ficar calado diante da maldade e dos maus tratos. Confiram abaixo um texto de Alselmo Padula que explica como proceder em casos de denúncias a favor dos animais, e o que diz a legislação brasileira sobre o assunto.
Conhece algum animal que sofre maus tratos? Como proceder com segurança para evitar o sofrimento.

Maltratar animais é crime: Lei Federal de 12/2/1998.  Considera-se maus tratos bater, deixar preso o dia inteiro, não tratar de animal doente, submetê-lo a trabalho forçado (prática comum em carroças), abandonar, não fornecer abrigo, água e comida. Fique atento, cão latindo o dia inteiro, exceto com raras exceções, é negligência do dono.
Como denunciar maus tratos
Às vezes os maus tratos ocorrem por ignorância e não maldade. Tente conversar ou mande carta anônima. Se não surtir efeito, vá à delegacia relatar o caso, se possível com fotos, filmagens e/ou testemunhas. Não tenha medo de denunciar, pois se houver processo judicial, o mesmo ficará em nome do Estado, que, segundo o Decreto Lei 24645, de 1934, artigo 1: “Todos os animais do País são de tutela do Estado”.
Normalmente essas leis não são muito usadas nas delegacias, por isso se quem o atender poderá desconhecer ou se recusar a fazer B.O. ou Termo Circunstanciado. Nesse caso, cite a Lei 9605, artigo 32, sobre maus tratos a animais. Se mesmo assim houver recusa, o atendente estará descumprindo a lei e cometendo crime de negligência e prevaricação previsto no artigo 319 do Código Penal.
Crueldade com animais silvestres
No caso dos animais silvestres a crueldade também está presente. Em sua maioria estes são expostos à beira das rodovias em feriados prolongados, na esperança de atrair turistas, mas também há comercialização nas aglomerações dos grandes centros e até em lojas.
Muitos animais são traficados para satisfazer o gosto de pessoas ignorantes e mimadas. Há pessoas que compram o animal por pena, mas fazendo isso estarão incentivando o tráfico. A melhor coisa a fazer nesse caso é denunciar na mesma hora para o IBAMA ou PM – ambiental. Os traficantes de animais estão burlando a lei, e não tem escrúpulos para conseguir algum dinheiro com os ignorantes.


Pássaros são transportados dentro de apertados canos de PVC ou colocados aos montes em gaiolas onde não podem se mexer; às vezes são forçados a ingerir bebida alcoólica e tomar calmantes. Em alguns casos, tem os olhos perfurados, tudo para demonstrar que são dóceis. Cobras, jabutis, lagartos e outros também sofrem abusos, pois muitas vezes são colocados em sacos plásticos para transporte e morrem asfixiados. Às vezes o comprador desses animais se arrepende por ver que o animal deixou de ser dócil e o coloca em outra mata que não é seu local de origem, ocasionando a morte do animal por não se adaptar ao ambiente ou por ser vítima de predador.
De todos os animais traficados, 90% morrem no transporte por estresse, fome, sede e asfixia. Felizmente quando ocorre fiscalização, nenhum desses artifícios dos traficantes de animais consegue ludibriar a polícia que não deixa passar nada despercebido. Hoje a polícia é conhecedora da causa animal e simpática a ela devido ao crescente número de denúncias.


Quando você se cala, encoraja o agressor e não tira a vítima do sofrimento.
Que o dia 14 de março sirva de reflexão para o início de uma atitude pela vida dos animais! Preserve o Verde, a Natureza e os Animais. O Mundo é seu.
Fontes:

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